Lumos: EMPREENDEDORISMO || entrevista

quinta-feira, abril 26

EMPREENDEDORISMO || entrevista

Eu disse que para além da entrevista da Fibromialgia, que podem ver aqui, tinha mais duas entrevistas maravilhosas e hoje trago-vos a entrevista de uma grande amiga minha e colega de curso a Liliana. 
A Liliana é um belo exemplo de empreendedorismo jovem, com um negócio em expansão. Podem encontrar a loja dela em Vila Nova de Famalicão, na Praça Dona Maria II - Galerias Centrais - nº 1268, loja 2.
Podem encontrar a página do facebook aqui
Vamos então à entrevista ! 

O que te levou a quereres ter o teu negócio?

Bem, foram vários os motivos.
Quando terminei a minha licenciatura em ciências da comunicação no verão de 2015 e até à abertura da minha chocolataria tinha vários trabalhos temporários, nomeadamente como promotora comercial, trabalho esse que fazia desde os meus 18 anos. Mas não conseguia um emprego fixo e duradouro, nem na minha área ou fora dela. Então, esse foi o principal motivo para que no fim de 2015 até ao ano de 2017 sentisse vontade de ter algo meu. Onde pudesse mostrar as minhas capacidades e habilitações, já que me estavam a cortar as asas!
Também estava farta de ter pouco ou nada a fazer, de não ter uma rotina. Cansada e desanimada de algumas entrevistas que não deram em nada. Eu não tenho problemas em dizer que houve entrevistas em que não fui a selecionada. Houve entrevistas em que fui eu que recusei. E até tive dois empregos, que por motivos que não interessam divulgar tive que os deixar. Não tenho qualquer obstáculo em referir isso. Porque ao contrário do que pensam, desistir ou falhar não é caraterístico de pessoas fracas. Fracas são as quem nem sequer tentam. E para além de tudo isto, também estava consumida pelos comentários de pessoas que me eram muito ou que nem me eram nada. Sim, porque muitos supostos amigos entre outras pessoas só tornaram aquele período pior! Se eu  me sentia inútil e já estava em baixo a sociedade no geral só prejudicou. Há muitas pressões sociais! São os estudos que deves ter, a carta de condução que deves ter, o emprego que deves ter, o namorados ou filhos que deves ter e por aí fora... Quando não cumprimos uma destas pressões, somos bombardeados.
E quando digo que os comentários prejudicaram, refiro-me a pessoas que te rebaixam. Fazem de ti uma preguiçosa e ignorante que não serve para nada. E isso também levou a que eu tivesse mais vontade de criar um projeto meu!
Em suma, o desemprego e as pressões que já referi foram os motivos chave, embora sempre me encaixei bem em funções  individuais, que impliquem vendas, comunicação e gestão. E por isso achei que seria um desafio giro para mim.



Quais foram os maiores obstáculos que encontraste?

O principal foi não perceber nada das burocracias que implicam ter uma empresa. Os meus Familiares (nomeadamente o Pai do meu namorado), contabilistas, ACIF (Associação do comércio e indústria famalicense) foram uma ajuda enorme para perceber tudo à cerca deste tema.
Depois foi encontrar um espaço físico para abrir a minha chocolataria, que fosse central, pequeno e ainda económico.
E por último, como abri em outubro, que tem tudo para ser uma boa data. Há um pequeno pormenor. Em setembro queria encomendar chocolates e ainda iam começar a ser fabricados, devido ao Verão, ainda assim consegui preencher a loja! (risos)

Que tipos de apoio existem para quem quer abrir o seu próprio negócio?

Que eu tenha conhecimento, o MADE IN é um dos apoios famalicenses.

Que conselhos tens para dar para quem quer ser empreendedor?

Informação, apoio e coragem. Três palavras-chave. Por experiência própria achei fundamentais.



Achas que o país está numa boa altura para apostar em negócios próprios?

Acho que sim. Passámos uma fase conturbada a nível económico. Mas acho que como disse passámos, se não foi totalmente acho que estamos perto disso! Basta ver pela nossa cidade a quantidade de comércios que abriram. Aliás, tenho ideia que são mais os que abrem, do que os que fecham.

Fala um pouco do teu negócio. (como surgiu, de onde surgiu a ideia do nome, conceito, etc…)

Eu, como já referi anteriormente, tinha muita vontade de ter algo meu. Quando pensava nisso obviamente que pensava em algo mais ligado à minha formação académica ou que fosse mais de encontro aos meus gostos. Por exemplo, uma loja de roupa ou decoração. Todavia, comecei a reparar neste tipo de lojas que já existem em alguns centros comerciais das grandes cidades como Braga, Porto ou Lisboa. Comecei a pensar que em Famalicão não tínhamos nada igual e fiquei com a ideia na cabeça. Ainda assim sempre quis fazer algo diferente de tudo, mesmo dessas tais lojas que já existem em alguns centros comerciais. Fiz pesquisa sobre chocolate para me informar melhor sobre o assunto. Acabei por chegar à conclusão que ao abrir seria uma chocolataria internacional porque, apesar de haver algum bom chocolate português, eu queria apostar na qualidade. E as marcas que acabei por escolher são de uma qualidade superlativa em relação a tudo o que existe no mercado português. Optei por uma das melhores marcas belgas, uma marca italiana que festejou 160 anos no ano transato e ainda uma marca francesa muito prestigiada. Tudo chocolate artesanal e que têm ingredientes mais saudáveis do que o normal. Isto porque sempre fui uma pessoa muito atenta à temática da dietética e sou muito sensível às pessoas que querem comer bem. Quer seja por opção, quer seja por alguma doença ou intolerância alimentar. Até porque eu sou uma dessas pessoas que tem algumas intolerâncias alimentares. E sei o que é sentir dificuldade em arranjar certos produtos que possamos comer.  Assim, consegui abrir um negócio que não existia em Famalicão, com muita qualidade e que tem produtos para todos os gostos, todas as idades e todas as pessoas em geral. Mesmo quem tem as tais limitações alimentares. Peguei em tudo isto que vi e que investiguei e elaborei um projeto ao meu gosto. Até a decoração de toda a loja foi obra minha! (risos) Sempre tive muito gosto pela área da decoração e adorei ter  a oportunidade de mostrar isso na prática através do meu próprio projeto.
Optei por ter um conceito em que todos os produtos são embalados por motivos de logística, armazenamento e higiene. Já nome foi fácil. Surgiu de uma “brainstorm” com o meu namorado. Chegamos a inúmeras opções. Optei por Chocolate na Praça, porque é fácil de memorizar; porque permite as pessoas associarem indirectamente a loja à sua localização e porque fica no ouvido.



1 comentário:

  1. Parece-nos uma loja em que nos perderíamos completamente... :D

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